Introdução
Todos nós já tivemos alguma reação da qual, depois de passada a
circunstância, nos arrependemos.
Uma palavra dita com irritação.
Uma resposta mais áspera do que pretendíamos.
Uma atitude impulsiva.
Uma manifestação de ciúme, orgulho, impaciência ou intolerância.
Às vezes, chegamos a nos perguntar:
“Por que reagi dessa maneira?”
A pergunta é importante porque nem sempre agimos depois de uma decisão
cuidadosamente refletida. Há situações em que a resposta surge quase
imediatamente, antes que tenhamos tempo de avaliar suas consequências.
Mas será que uma reação espontânea define quem somos?
Seria correto concluir que uma pessoa é orgulhosa porque, em determinada
circunstância, reagiu com orgulho? Que é intolerante porque perdeu a paciência?
Que é egoísta porque, em determinado momento, pensou primeiro em si mesma?
A questão merece maior cuidado.
Uma reação pode revelar uma tendência, um hábito comportamental ou uma
dificuldade ainda não superada. Mas uma manifestação isolada não define
integralmente o Espírito.
A Doutrina Espírita apresenta o ser humano como Espírito em processo de
desenvolvimento. Se estamos destinados ao progresso, nossas imperfeições não
representam uma condição definitiva.
Isso muda a maneira como devemos olhar para nossas próprias reações.
Em vez de simplesmente condená-las ou justificá-las, podemos
examiná-las.
O que determinada reação revela sobre aquilo que ainda preciso
transformar em mim?
Talvez essa seja uma pergunta muito mais útil.
PARTE I
AGIR,
REAGIR E ESCOLHER
1. Nem toda ação nasce da mesma maneira
Existe diferença entre uma ação deliberadamente escolhida e uma resposta
que surge quase automaticamente diante de determinada circunstância.
Quando planejamos uma atitude, podemos avaliar suas consequências,
considerar outras possibilidades e decidir como agir.
Em determinadas situações, porém, a resposta parece surgir antes da
reflexão.
Alguém nos ofende e respondemos imediatamente.
Somos contrariados e nos irritamos.
Recebemos uma crítica e procuramos nos defender.
Percebemos que outra pessoa recebeu aquilo que desejávamos e sentimos
desagrado.
Essas respostas não aparecem necessariamente porque tenhamos decidido
conscientemente cultivá-las naquele momento.
Elas podem resultar de tendências, hábitos adquiridos, experiências
anteriores e da maneira como aprendemos a interpretar determinadas situações.
Isso é objeto de interesse também para a psicologia, que procura
compreender os mecanismos envolvidos no comportamento, nas emoções e na
formação de hábitos.
Mas é importante não misturar os campos.
A psicologia investiga o comportamento humano utilizando seus próprios
métodos.
A Doutrina Espírita acrescenta outra dimensão à questão ao considerar o
ser humano como Espírito imortal, temporariamente encarnado, responsável pelo
desenvolvimento de suas faculdades e pela transformação gradual de suas
imperfeições.
Assim, podemos observar uma reação tanto pelo aspecto psicológico quanto
pelo aspecto moral.
Uma coisa não precisa negar a outra.
2. Uma reação não define uma pessoa
É tentador transformar um comportamento em identidade.
“Ele é agressivo.”
“Ela é egoísta.”
“Sou uma pessoa impaciente.”
Expressões desse tipo podem transformar uma característica ou
comportamento em uma espécie de sentença definitiva.
A perspectiva espírita permite uma compreensão diferente.
Se o Espírito está em processo de progresso, suas tendências atuais não
representam necessariamente aquilo que ele será.
Uma pessoa pode ter dificuldade para controlar a irritação e, ao mesmo
tempo, estar sinceramente empenhada em modificar essa tendência.
Pode cair novamente no mesmo erro depois de ter feito algum progresso.
Pode reconhecer uma imperfeição que durante anos não percebia.
Pode compreender intelectualmente determinado princípio hoje e somente
conseguir colocá-lo em prática muito tempo depois.
Isso não significa que o esforço anterior tenha sido inútil.
O progresso moral é gradual.
Por isso, uma reação inadequada deve ser vista menos como uma sentença
sobre aquilo que somos e mais como uma oportunidade de conhecer aquilo que
ainda precisamos transformar.
3. Observar sem justificar
Há, porém, um perigo no outro extremo.
Se não devemos nos condenar por uma reação inadequada, também não
devemos utilizá-la para nos justificar.
“Eu sou assim mesmo.”
“Não consigo evitar.”
“Quando fico nervoso, falo o que penso.”
“Se me provocaram, eu tinha mesmo que reagir.”
Essas afirmações podem transformar uma imperfeição em desculpa
permanente.
O autoconhecimento espírita não consiste em condenar-se, mas também não
consiste em absolver-se antecipadamente.
Consiste em reconhecer a própria realidade para poder modificá-la.
Se uma pessoa percebe que reage com violência diante da contrariedade,
essa percepção é valiosa.
Se reconhece que costuma interpretar críticas como ataques pessoais,
isso também é importante.
Se percebe que sente satisfação diante da dificuldade de alguém que
considera rival, encontrou um ponto que merece atenção.
O primeiro passo não é esconder.
É reconhecer.
PARTE II
O ESPÍRITO
DIANTE DE SUAS PRÓPRIAS TENDÊNCIAS
4. Imperfeição não é destino
A Doutrina Espírita não apresenta o ser humano como moralmente acabado.
Ao contrário, o progresso constitui uma das leis fundamentais da
existência.
O Espírito desenvolve-se gradualmente, passando por experiências que
contribuem para sua educação e aperfeiçoamento.
Isso significa que nossas tendências atuais não devem ser confundidas
com uma condição definitiva.
Aquele que hoje é impaciente poderá aprender a ser paciente.
Aquele que hoje é intolerante poderá desenvolver compreensão.
Aquele que hoje é egoísta poderá aprender a compartilhar.
Aquele que reage com violência poderá, mediante esforço, aprender a
dominar-se.
Isso não acontece simplesmente porque alguém decidiu que deseja ser
melhor.
É necessário trabalho.
E trabalho repetido.
Uma tendência que foi alimentada durante muitos anos não desaparece
necessariamente depois de uma única decisão.
A transformação moral exige perseverança.
5. O livre-arbítrio entre o impulso e a
escolha
Se nossas tendências influenciam nossas reações, significa que somos
determinados por elas?
Não.
A Doutrina Espírita estabelece relação entre liberdade, responsabilidade
e progresso.
Podemos possuir tendências fortes sem estarmos obrigados a obedecê-las.
É justamente nesse espaço entre o impulso e a ação que aparece uma das
possibilidades mais importantes da transformação moral: a escolha.
Talvez não consigamos impedir imediatamente o surgimento de uma emoção.
Mas podemos aprender a não transformá-la automaticamente em uma ação.
Podemos sentir irritação sem ofender.
Podemos sentir ciúme sem prejudicar.
Podemos sentir medo sem agir de maneira injusta.
Podemos perceber orgulho sem permitir que ele conduza nossa decisão.
Essa diferença é fundamental.
A transformação não consiste necessariamente em nunca mais experimentar
determinada tendência.
Pode começar simplesmente quando deixamos de obedecer a ela.
6. O corpo e a manifestação do Espírito
A experiência humana envolve também o corpo físico.
O Espírito encarnado manifesta-se por intermédio do organismo corporal,
e as condições orgânicas podem influenciar a maneira como determinadas emoções
e comportamentos se expressam.
Isso não significa que o corpo seja responsável moralmente pelas
escolhas do Espírito.
Nem significa que todas as manifestações psicológicas possam ser
explicadas exclusivamente pela espiritualidade.
É necessário evitar simplificações.
A Doutrina Espírita apresenta o corpo como instrumento de manifestação
do Espírito durante a encarnação.
Por isso, uma alteração corporal pode modificar a maneira como
determinada experiência é vivenciada ou expressa, sem que isso elimine a
responsabilidade moral pelo uso que fazemos de nossas faculdades.
Essa distinção também recomenda prudência.
Nem toda irritabilidade é sinal de uma imperfeição moral.
Nem todo comportamento difícil deve ser interpretado como resultado de
uma tendência espiritual.
Fatores físicos, psicológicos, ambientais e sociais também participam da
experiência humana.
O estudo sério exige considerar o conjunto.
PARTE
III
O
AUTOCONHECIMENTO COMO CAMINHO DE TRANSFORMAÇÃO
7. A pergunta de Santo Agostinho
Entre os ensinamentos mais conhecidos de O Livro dos Espíritos
encontra-se a questão 919, que pergunta qual o meio prático mais eficaz para o
homem se melhorar nesta vida e resistir à atração do mal.
A resposta conduz ao conhecimento de si mesmo.
Na questão 919-a, Santo Agostinho descreve um método de exame pessoal no
qual, ao final do dia, procurava avaliar suas ações e perguntar a si mesmo se
havia faltado a algum dever.
A proposta contém uma lição de grande atualidade.
Não basta perguntar:
“O que fiz hoje?”
É preciso também perguntar:
“Por que fiz?”
E ainda:
“Como me senti quando fiz?”
“O que aconteceu dentro de mim antes da minha reação?”
“Eu poderia ter agido de outra maneira?”
“O que essa experiência me ensina sobre mim?”
Essas perguntas transformam acontecimentos cotidianos em oportunidades
de autoconhecimento.
8. Examinar os motivos
Duas pessoas podem realizar exatamente a mesma ação por motivos
completamente diferentes.
Alguém pode ajudar outra pessoa por verdadeira solidariedade.
Outro pode ajudar esperando reconhecimento.
Externamente, o comportamento pode parecer idêntico.
Interiormente, porém, a motivação é diferente.
Da mesma maneira, podemos permanecer em silêncio por prudência ou por
desprezo.
Podemos discordar por convicção ou por orgulho.
Podemos defender uma opinião porque acreditamos nela ou simplesmente
porque não suportamos ser contrariados.
Por isso, o exame moral não deve considerar apenas aquilo que fazemos.
Precisa procurar compreender o móvel de nossas ações.
Esse é um dos pontos mais profundos do autoconhecimento proposto pela
Doutrina Espírita.
A transformação começa quando deixamos de observar apenas a aparência de
nossas atitudes e passamos a investigar suas causas.
9. O diário de nossas próprias reações
Não é necessário transformar o autoconhecimento em um ritual complicado.
Podemos simplesmente observar.
Depois de uma discussão, perguntar:
O que realmente me incomodou?
Depois de uma crítica:
Por que precisei me defender imediatamente?
Depois de uma conquista de outra pessoa:
Por que senti necessidade de diminuir o mérito dela?
Depois de perder uma disputa:
Por que tive dificuldade em aceitar o resultado?
Depois de cometer um erro:
Procurei reconhecê-lo ou encontrar alguém para culpar?
Essas perguntas podem ser desconfortáveis.
Mas são úteis.
A consciência de uma imperfeição pode inicialmente produzir
constrangimento.
Com o tempo, porém, pode produzir liberdade.
Aquilo que reconhecemos passa a poder ser trabalhado.
Aquilo que negamos permanece oculto.
PARTE IV
ENTRE O
IMPULSO E A ESCOLHA
10. O pequeno intervalo
Talvez uma das maiores conquistas do autoconhecimento seja criar um
pequeno intervalo entre aquilo que sentimos e aquilo que fazemos.
Antes:
provocação → reação.
Depois:
provocação → percepção → reflexão → escolha → ação.
Esse intervalo pode ser muito pequeno.
Às vezes, alguns segundos são suficientes para evitar uma palavra que
produziria uma ferida.
Em outras situações, precisamos de mais tempo.
Podemos adiar uma resposta.
Sair de uma discussão.
Respirar.
Silenciar.
Retomar o assunto depois.
Pedir desculpas.
Reconhecer que ainda não estamos em condições de conversar.
Isso não é fraqueza.
Pode ser exercício de domínio sobre si mesmo.
11. Vigilância não é repressão
Existe também uma diferença importante entre transformação e repressão.
Reprimir significa simplesmente impedir a manifestação externa de algo
sem necessariamente compreender sua origem.
Transformar é mais profundo.
Uma pessoa pode aprender a não gritar e continuar cultivando
internamente o desejo de prejudicar.
Pode aprender a sorrir enquanto permanece dominada pelo ressentimento.
Pode controlar a aparência e manter intacta a tendência.
Isso é apenas controle exterior.
A transformação moral exige trabalho interior.
Não basta perguntar:
“Consegui esconder minha reação?”
É necessário perguntar:
“Por que tive essa reação?”
E, posteriormente:
“O que posso fazer para que, em uma situação semelhante, eu tenha uma
resposta melhor?”
Esse processo exige tempo.
12. Quando a nova atitude começa a tornar-se
natural
No começo, fazer o bem pode exigir esforço consciente.
A pessoa precisa pensar antes de responder.
Precisa lembrar de controlar a irritação.
Precisa esforçar-se para perdoar.
Precisa deliberadamente escolher a paciência.
Com o tempo, porém, a repetição de novas atitudes pode modificar seus
hábitos.
Aquilo que antes exigia grande esforço pode tornar-se mais fácil.
É nesse sentido que podemos compreender a transformação moral como um
processo.
Primeiro, percebemos a imperfeição.
Depois, reconhecemos sua presença.
Em seguida, procuramos resistir a ela.
Erramos.
Tentamos novamente.
Aprendemos.
Persistimos.
E, pouco a pouco, aquilo que exigia esforço pode tornar-se uma
disposição mais espontânea.
A pessoa não apenas parece mais paciente.
Ela começa realmente a ser mais paciente.
Não apenas controla a manifestação do orgulho.
Começa a sentir menos necessidade de se colocar acima dos outros.
Não apenas evita uma resposta agressiva.
Começa a compreender melhor a pessoa que a contrariou.
É aí que a transformação se torna mais profunda.
PARTE V
A
VERDADEIRA TRANSFORMAÇÃO
13. A diferença entre aparência e realidade
Podemos aprender regras de convivência sem modificar profundamente nossa
maneira de pensar.
Podemos falar de caridade e continuar indiferentes.
Podemos defender o perdão e guardar ressentimentos.
Podemos estudar humildade e continuar desejando reconhecimento.
Podemos conhecer a Doutrina Espírita e permanecer dominados por antigas
imperfeições.
Isso não significa que o estudo tenha sido inútil.
Significa que conhecimento e transformação acontecem em ritmos
diferentes.
É possível compreender hoje aquilo que somente conseguiremos praticar
amanhã.
Por isso, não devemos exigir de nós mesmos uma perfeição instantânea.
Mas também não devemos usar essa condição como desculpa para permanecer
imóveis.
O importante é continuar avançando.
14. O verdadeiro espírita
No capítulo XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo,
encontramos uma reflexão sobre o verdadeiro espírita.
O texto apresenta como característica daquele que se encontra
verdadeiramente no caminho espírita o esforço para dominar suas más
inclinações.
Essa ideia merece atenção.
Não se exige perfeição.
Exige-se esforço.
Isso é profundamente humano e, ao mesmo tempo, profundamente
esperançoso.
O verdadeiro progresso não consiste em nunca errar.
Consiste em errar menos, reconhecer mais rapidamente o erro, repará-lo
quando possível e aprender com ele.
Uma pessoa que antes precisava de semanas para reconhecer uma atitude
inadequada pode passar a percebê-la no mesmo dia.
Depois, talvez consiga perceber a tendência antes de agir.
Mais adiante, talvez consiga evitar a reação.
E, finalmente, pode chegar o momento em que determinada situação já não
produza nela a mesma resposta.
A transformação aconteceu.
Gradualmente.
15. Não somos prisioneiros de nossas
imperfeições
Essa talvez seja uma das ideias mais consoladoras da Doutrina Espírita.
Se somos Espíritos em progresso, então nossas imperfeições atuais não
constituem nossa identidade definitiva.
Não somos obrigados a permanecer para sempre como somos hoje.
O orgulho pode diminuir.
O egoísmo pode ser combatido.
A irritação pode ser educada.
A intolerância pode dar lugar à compreensão.
O ressentimento pode ser substituído pelo perdão.
A transformação não acontece porque alguém simplesmente deseja ser
melhor.
Ela acontece quando o desejo se converte em esforço, o esforço em hábito
e o hábito, gradualmente, em nova maneira de agir.
Por isso, cada pequena vitória possui valor.
Uma palavra que deixamos de dizer.
Uma discussão que evitamos.
Um pedido de desculpas que fazemos.
Uma crítica que aceitamos sem revolta.
Uma ajuda oferecida sem esperar reconhecimento.
Um ressentimento que decidimos abandonar.
São pequenos acontecimentos.
Mas podem representar grandes movimentos no desenvolvimento do Espírito.
REFLEXÃO
FINAL
Talvez nossas reações não sejam inimigas.
Talvez sejam, muitas vezes, mensageiras.
Elas podem nos mostrar aquilo que ainda não conhecemos suficientemente
em nós mesmos.
Quando uma reação inadequada aparece, podemos escolher entre duas
atitudes.
A primeira é justificar:
“Eu sou assim.”
A segunda é investigar:
“Por que reagi assim?”
A primeira encerra o processo.
A segunda abre caminho para o autoconhecimento.
Não precisamos transformar cada erro em motivo de culpa.
Também não devemos transformar cada erro em desculpa.
Podemos transformá-lo em aprendizado.
A Doutrina Espírita apresenta o conhecimento de si mesmo como
instrumento essencial para o progresso moral. E esse conhecimento não é
alcançado apenas por meio de grandes reflexões filosóficas.
Ele pode começar nas pequenas situações da vida.
Na conversa que nos irritou.
Na crítica que não aceitamos.
Na pessoa que despertou nosso ciúme.
Na contrariedade que nos fez perder a paciência.
Na dificuldade de pedir desculpas.
Na necessidade de sermos reconhecidos.
Ali, justamente ali, existe material para o nosso estudo.
Talvez a verdadeira transformação não aconteça quando deixamos de
perceber nossas imperfeições.
Talvez ela comece quando passamos a reconhecê-las sem medo e sem
justificativas.
Entre o impulso e a reação existe uma possibilidade.
Entre a reação e a reflexão existe outra.
E entre aquilo que somos hoje e aquilo que podemos vir a ser existe o
caminho inteiro do progresso.
Não precisamos vencer todas as nossas imperfeições de uma só vez.
Precisamos apenas continuar trabalhando.
Um esforço de cada vez.
Uma escolha de cada vez.
Uma transformação de cada vez.
Porque o Espírito não está condenado a permanecer aquilo que é.
Ele está destinado a progredir.
Referências
1. Obras Fundamentais da Codificação Espírita
- KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Paris, 1857. Especialmente Parte Terceira, capítulo XII — “Da perfeição moral”, questão 919 e questão 919-a — “Conhecimento de si mesmo”.
- KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Paris, 1864. Especialmente capítulo XVII — “Sede perfeitos”.
- KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Paris, 1861.
2. Obras Complementares Históricas
- KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Paris, 1858–1869.
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