Introdução
A humanidade sempre procurou compreender o Universo.
Durante séculos, essa investigação esteve limitada àquilo que os
sentidos permitiam observar. A Ciência moderna ampliou extraordinariamente esse
horizonte. Telescópios espaciais, grandes levantamentos cosmológicos,
detectores de ondas gravitacionais e aceleradores de partículas revelaram um
Universo muito mais vasto e complexo do que aquele que nossos antepassados
poderiam imaginar.
Sabemos hoje que a Terra é apenas um planeta entre bilhões de outros
existentes em nossa galáxia, e que a Via Láctea é apenas uma entre incontáveis
galáxias. Sabemos também que o Universo observável possui limites determinados
pela idade cósmica, pela velocidade da luz e pela expansão do espaço.
Mas uma pergunta permanece:
O Universo que conseguimos observar corresponde a toda a realidade
existente?
A Cosmologia contemporânea admite hipóteses segundo as quais nosso
Universo observável poderia constituir apenas uma região de uma realidade
física muito mais ampla. É nesse contexto que aparece o conceito de multiverso.
Entretanto, é necessário cautela.
O multiverso não é uma descoberta observacional estabelecida. Ele
aparece em diferentes modelos e interpretações da Física, algumas relacionadas
à inflação eterna e outras à mecânica quântica. A discussão sobre sua
testabilidade continua aberta.
A Doutrina Espírita, por sua vez, apresenta desde o século XIX uma
concepção de realidade que não se limita ao mundo material.
Mas aqui surge uma questão essencial: será que o mundo dos Espíritos
pode ser identificado com os universos hipotéticos da Cosmologia?
Não.
São conceitos diferentes.
A Ciência investiga a realidade física por meio da observação, da
experimentação, da modelagem matemática e da comparação das evidências.
A Doutrina Espírita, a partir do ensino dos Espíritos submetido ao
método de estudo e controle que presidiu sua elaboração, apresenta outra
dimensão da realidade: o princípio inteligente, os Espíritos, o perispírito
e suas relações com o mundo material.
O objetivo deste estudo não é escolher entre Ciência e Espiritismo.
É compreender o que cada campo afirma, onde podem dialogar e,
principalmente, onde devemos reconhecer os limites do conhecimento.
PARTE I
O UNIVERSO
QUE A CIÊNCIA INVESTIGA
1. Universo observável não significa Universo
inteiro
Uma primeira distinção é indispensável.
Universo observável não significa necessariamente todo o
Universo.
A luz possui velocidade finita. O Universo possui uma história de
bilhões de anos. Em consequência, só podemos receber informações provenientes
de regiões cuja luz teve tempo de chegar até nós.
Além disso, a expansão do espaço modifica continuamente as relações
entre as regiões cósmicas.
Portanto, existem partes do Universo que podem estar além do nosso
horizonte observável.
Isso não significa que sejam outros universos.
Podem simplesmente fazer parte do mesmo Universo, embora não
estejam acessíveis à nossa observação direta.
Essa distinção é fundamental porque frequentemente se comete um erro
conceitual: transformar aquilo que está além do horizonte observável em outro
universo.
Uma coisa não implica necessariamente a outra.
2. O que é o multiverso?
O termo multiverso é utilizado para designar diferentes hipóteses
segundo as quais a realidade física poderia compreender mais de um universo ou
mais de uma região cosmológica com características próprias.
Não existe, entretanto, uma única teoria do multiverso.
Há diferentes propostas.
Em determinados modelos relacionados à inflação eterna, por
exemplo, a inflação cósmica poderia continuar em algumas regiões enquanto
termina em outras, originando domínios separados, às vezes chamados de
universos-bolha.
Outra utilização do conceito aparece na interpretação de muitos
mundos da mecânica quântica, associada a Hugh Everett. Nesse caso, a
expressão “muitos mundos” não significa necessariamente uma coleção de
universos separados por enormes distâncias. Trata-se de uma interpretação da
mecânica quântica na qual diferentes resultados possíveis correspondem a
diferentes ramos da evolução quântica.
Há ainda propostas relacionadas à teoria das cordas e a seus múltiplos
estados possíveis.
São construções intelectuais importantes dentro da Física teórica.
Mas precisamos conservar a distinção: possibilidade teórica não é
descoberta observacional.
A discussão sobre o multiverso permanece acompanhada de problemas de
testabilidade e interpretação.
3. O multiverso ainda é uma questão aberta
É importante reconhecer que a Ciência não trabalha apenas com certezas.
Existem hipóteses bem fundamentadas, modelos provisórios, interpretações
concorrentes e questões ainda sem solução.
O multiverso encontra-se nesse território de investigação.
Isso não diminui seu interesse.
Uma hipótese científica pode ser intelectualmente fecunda mesmo antes de
possuir confirmação observacional decisiva.
O que não se deve fazer é apresentar uma hipótese como fato
estabelecido.
Assim, a formulação mais prudente continua sendo: a Ciência não
descobriu outros universos; existem modelos científicos que admitem essa
possibilidade.
Essa distinção será importante quando estabelecermos qualquer comparação
com a Doutrina Espírita.
4. O Universo ainda reserva muitas incógnitas
A Cosmologia contemporânea apresenta outro exemplo de humildade
epistemológica.
Grande parte daquilo que compõe o Universo não corresponde diretamente à
matéria ordinária que observamos.
A matéria escura é inferida por seus efeitos gravitacionais.
A chamada energia escura é utilizada para descrever o fenômeno
associado à expansão acelerada do Universo, embora sua natureza permaneça
desconhecida.
O DESI continua investigando essa questão. Em março de 2025, os
resultados dos primeiros três anos de observações fortaleceram indícios de que
a energia escura poderia evoluir com o tempo.
Mas os dados mais recentes mostram também por que a Ciência deve
permanecer aberta.
Em julho de 2026, uma nova análise dos dados do DESI, utilizando a
floresta Lyman-alfa e uma modelagem mais completa das correlações, produziu
restrições mais precisas e deslocou os resultados em direção ao modelo
cosmológico padrão ΛCDM, embora a questão da evolução da energia escura
permaneça em investigação.
O episódio é instrutivo.
A Ciência avança não apenas quando confirma uma hipótese, mas também
quando novos dados obrigam a aperfeiçoá-la.
5. O invisível não é necessariamente
espiritual
Há uma consequência importante.
A existência de algo que não vemos diretamente não significa que esse
algo seja espiritual.
A matéria escura não é o Fluido Cósmico Universal.
A energia escura não é o fluido espiritual.
Um campo físico não é, por definição, uma manifestação do Espírito.
São conceitos pertencentes a diferentes sistemas de conhecimento.
Podemos estabelecer comparações filosóficas entre eles.
Podemos perguntar se aquilo que ainda não conhecemos poderia revelar
novas dimensões da realidade.
Mas não devemos transformar uma analogia em identidade.
Invisível não significa necessariamente espiritual.
E essa prudência será igualmente necessária quando examinarmos os
conceitos espíritas.
PARTE II
O VISÍVEL,
O INVISÍVEL E OS ESPÍRITOS
5. Antes do Espírito, é necessário compreender
a alma
Para compreender a concepção espírita do ser, é necessário começar por
uma distinção que a própria linguagem pode tornar difícil.
Na questão 23 de O Livro dos Espíritos, pergunta-se:
“Que é o espírito?”
A resposta é:
“O princípio inteligente do Universo.”
Aqui, a palavra espírito, em minúscula, designa o princípio
inteligente. Não se trata ainda da individualidade espiritual revestida de
seu envoltório semimaterial, mas do princípio inteligente considerado em si
mesmo.
A Revista Espírita de maio de 1864 oferece uma formulação
particularmente esclarecedora ao tratar da questão: “A alma, propriamente
falando, é o princípio inteligente”; acrescenta que, no estado de nossos
conhecimentos, não podemos concebê-la absolutamente isolada da matéria, pois o
perispírito, formado de matéria sutil, delimita e circunscreve sua
individualidade espiritual.
É nesse sentido que podemos compreender a afirmação:
A alma é o ser simples e primitivo.
“Simples”, aqui, não significa rudimentar ou moralmente inferior.
Significa que estamos considerando o ser inteligente em sua natureza
fundamental, sem os elementos que posteriormente caracterizam suas
diferentes condições de manifestação.
6. A difícil distinção entre alma e Espírito
A dificuldade começa porque, na linguagem comum, alma e Espírito
são frequentemente empregados como sinônimos.
A própria obra O que é o Espiritismo reconhece essa dificuldade.
Ali se explica que seria mais exato reservar a palavra alma para
designar o princípio inteligente e Espírito para designar o ser
semimaterial constituído desse princípio e de seu corpo fluídico. Entretanto,
como não se pode conceber o princípio inteligente isolado da matéria, nem o
perispírito sem ser animado por ele, os termos acabam sendo usados, no cotidiano,
indiferentemente. E conclui-se que, filosoficamente, é essencial fazer a
diferença.
Essa observação é fundamental para o nosso estudo.
Não se trata simplesmente de decidir que uma palavra será escrita com
letra minúscula e outra com maiúscula. A distinção é conceitual.
Podemos resumir:
espírito = princípio inteligente
Espírito = ser inteligente individualizado, revestido de seu corpo
semimaterial
É justamente essa diferença que permite compreender por que uma mesma
palavra pode aparecer, conforme o contexto, com significados próximos, sem que
isso autorize a confundi-los filosoficamente.
7. O Espírito é um ser duplo
A Revista Espírita de maio de 1864 apresenta então uma síntese de
grande valor para nosso estudo:
“A alma é o ser simples, primitivo; o Espírito é o ser duplo; o homem é
o ser triplo.”
A afirmação pode ser representada didaticamente assim:
ALMA
princípio inteligente
ser simples
↓
ESPÍRITO
alma + perispírito
ser duplo
↓
HOMEM
alma + perispírito + corpo material
ser triplo
Aqui é indispensável uma explicação.
Quando dizemos “alma + perispírito = Espírito”, não estamos
afirmando que dois seres independentes se unem para produzir um terceiro.
A alma é o princípio inteligente. O perispírito é seu
envoltório semimaterial. A expressão “ser duplo” descreve o ser espiritual
considerado conjuntamente com seu envoltório, e não a criação de uma nova
entidade pela soma de duas substâncias independentes.
A própria Revista Espírita esclarece que o perispírito, embora
formado de matéria sutil, é aquilo que dá limite, definição e circunscrição à
individualidade espiritual.
8. O homem é um ser triplo
Quando o Espírito se encontra encarnado, temos uma terceira relação.
A alma, o perispírito e o corpo material constituem o homem; separados
do corpo, alma e perispírito constituem o ser chamado Espírito. É exatamente
assim que a questão é apresentada em O que é o Espiritismo.
Podemos então representar:
Na condição espiritual:
alma → perispírito = Espírito
Na condição corpórea:
alma → perispírito → corpo material = Homem
Novamente, a igualdade é didática, não matemática.
Ela não significa que o Espírito seja produzido pela soma de alma e
perispírito, nem que o homem seja uma máquina constituída pela reunião de três
peças.
O que temos é o mesmo ser inteligente considerado em diferentes
condições de existência.
Na condição espiritual, a alma, revestida do perispírito, constitui o
ser chamado Espírito.
Na condição corpórea, a alma, revestida do perispírito e ligada ao corpo
material, constitui o Homem.
Essa formulação nos permite preservar simultaneamente duas verdades que
poderiam parecer contraditórias:
o princípio inteligente é distinto do perispírito;
e
o Espírito não é concebido, em sua condição de manifestação, separado de
seu envoltório semimaterial.
9. O Espírito não é o perispírito
O perispírito ocupa, portanto, uma posição intermediária fundamental.
Ele não é o princípio inteligente.
Ele não é o Espírito.
Ele não é o corpo material.
É o envoltório semimaterial do ser inteligente, formado de
matéria sutil, que circunscreve sua individualidade espiritual e serve de
intermediário entre o Espírito e a matéria corporal.
Podemos representar:
ALMA
princípio inteligente
↓
PERISPÍRITO
envoltório semimaterial
↓
CORPO MATERIAL
envoltório material
Mas essa representação não deve ser entendida como se o princípio
inteligente estivesse “dentro” do perispírito da mesma maneira que um objeto
está dentro de uma caixa. O que ela procura mostrar é a relação entre o ser
inteligente e seus envoltórios.
Assim:
o princípio inteligente não é matéria;
o perispírito é semimaterial;
o corpo é material.
E, conforme a condição de existência:
alma + perispírito = Espírito
alma + perispírito + corpo = Homem
A grande dificuldade está justamente em compreender que “simples”,
“duplo” e “triplo” não significam três seres diferentes, mas três maneiras
de considerar o ser conforme os elementos envolvidos em sua condição de
existência.
10. O ser permanece, os envoltórios e as
condições se modificam
Essa distinção nos permite evitar uma interpretação equivocada.
Não temos primeiro um ser chamado “alma”, depois outro chamado
“Espírito” e, finalmente, outro chamado “Homem”.
Temos o ser inteligente, considerado:
- em sua
natureza fundamental, como alma ou princípio inteligente;
- revestido
do perispírito, como Espírito;
- ligado
ao corpo material, como Homem.
A individualidade não nasce da reunião dos envoltórios.
Os envoltórios servem à manifestação do ser inteligente nas diferentes
condições de existência.
Por isso, o corpo material pode desaparecer sem que o ser inteligente
deixe de existir; e o perispírito não desaparece com a morte corporal, pois
acompanha o Espírito na condição espiritual.
É nesse sentido que a morte física não representa a extinção do ser.
11. O mundo espiritual não é simplesmente
outro universo material
Chegamos, então, ao ponto em que essa distinção se torna essencial para
o tema central do artigo.
O que é o Espiritismo explica que os Espíritos revestidos de seus
corpos materiais constituem a humanidade ou o mundo corporal visível;
despojados desses corpos, formam o mundo espiritual ou invisível, que
povoa o espaço e no meio do qual vivemos.
Portanto, quando a Doutrina Espírita fala em mundo espiritual,
não está descrevendo necessariamente outro universo físico.
Está tratando de uma dimensão de existência povoada pelos Espíritos,
seres inteligentes revestidos de seus corpos semimateriais.
Essa distinção é indispensável para não confundirmos:
multiverso da Física
com
mundo espiritual da Doutrina Espírita.
São conceitos provenientes de campos diferentes e não devem ser
identificados apenas porque ambos ampliam aquilo que normalmente chamamos de
realidade.
12. O Fluido Cósmico Universal e o perispírito
A compreensão do perispírito conduz naturalmente à questão dos fluidos.
A Gênese apresenta o Fluido Cósmico Universal
como elemento material primitivo e descreve diferentes estados e modificações
desse elemento. A Doutrina Espírita, portanto, não coloca o perispírito fora de
toda e qualquer relação com a matéria: ele é apresentado como semimaterial.
Isso é importante porque evita uma oposição simplista:
espírito = imaterial
perispírito = material
A questão é mais sutil.
O espírito, enquanto ser inteligente, não se confunde com a
matéria.
O perispírito, entretanto, é semimaterial.
O corpo, por sua vez, é material.
Temos, assim, três planos conceituais distintos, sem necessidade de
transformar essa distinção em uma separação absoluta entre realidades sem
qualquer relação.
13. A realidade além do mundo material
Retornamos agora à pergunta que havia encerrado a primeira parte:
O Universo que a Ciência observa corresponde a toda a realidade?
A Doutrina Espírita oferece uma resposta que não depende da hipótese
cosmológica do multiverso.
Ela afirma a existência de seres inteligentes da criação que não
pertencem ao mundo material visível, e apresenta o mundo espiritual como
uma realidade que se relaciona continuamente com o mundo corporal. O que é o
Espiritismo descreve justamente essa coexistência dos dois mundos.
Isso não significa que a Física contemporânea tenha demonstrado a
existência do mundo espiritual.
Também não significa que o mundo espiritual seja um universo físico
situado em alguma região distante do espaço.
Significa que estamos diante de duas concepções diferentes da
realidade, que não devem ser confundidas.
A Ciência investiga aquilo que pode ser submetido aos seus métodos de
observação, experimentação e elaboração teórica.
A Doutrina Espírita, por sua vez, parte de uma concepção mais ampla do
ser, na qual o princípio inteligente, o Espírito, o perispírito e o corpo
possuem funções e naturezas distintas.
E é justamente essa distinção que nos permite voltar à pergunta inicial
deste artigo sem misturar conceitos.
REFLEXÃO
FINAL
O Universo é maior do que aquilo que
conhecemos
Talvez a pergunta “Um Universo ou muitos?” não possa ser
respondida definitivamente no estágio atual do conhecimento científico.
Mas ela nos conduz a uma questão ainda mais profunda: o que chamamos
de Universo?
Se entendemos por Universo apenas o conjunto da realidade física que
pode ser investigada pelos métodos da Ciência, estamos dentro do campo próprio
da Cosmologia.
Se consideramos também a existência do princípio inteligente, dos
Espíritos e do mundo espiritual, estamos diante de uma concepção mais ampla da
realidade.
A Doutrina Espírita não precisa do multiverso para afirmar que a
realidade é maior do que o mundo material.
Também não precisa utilizar a matéria escura, a energia escura ou a
Física quântica para “provar” a existência do Espírito.
Seu ensinamento possui conceitos próprios.
espírito é o ser inteligente.
perispírito é seu envoltório semimaterial.
corpo é o envoltório material utilizado na encarnação.
Fluido Cósmico Universal pertence ao elemento material da criação,
segundo a concepção espírita.
E o mundo espiritual é povoado pelos Espíritos, que não deixam de
existir com a morte do corpo.
Essas afirmações pertencem ao campo doutrinário e devem ser apresentadas
como tais.
A Ciência, por sua vez, continuará investigando a matéria, o espaço, o
tempo, a gravidade, a consciência e a própria estrutura do Universo.
Talvez descubra novas dimensões da realidade.
Talvez algumas hipóteses atuais sejam confirmadas.
Talvez outras sejam abandonadas.
Isso faz parte do progresso do conhecimento.
O que não devemos fazer é transformar cada descoberta científica em
confirmação imediata de uma ideia espírita, nem utilizar a ausência de
explicação científica para declarar demonstrado aquilo que ainda não foi
demonstrado.
Existe uma posição mais equilibrada.
Estudar. Observar. Comparar. Raciocinar. Reconhecer o que sabemos e
admitir o que ainda ignoramos.
A Ciência nos ensina a ampliar continuamente o horizonte do
conhecimento.
A Doutrina Espírita nos convida, além disso, a reconhecer que o ser
humano não se reduz à matéria.
Talvez o Universo seja muito maior do que aquilo que conseguimos
observar.
Mas existe uma questão ainda mais importante: talvez também sejamos
muito mais do que aquilo que atualmente conseguimos compreender de nós mesmos.
E é justamente nesse ponto que o estudo do Universo deixa de ser apenas
uma investigação sobre estrelas, galáxias e partículas.
Ele se transforma em uma investigação sobre a própria natureza do ser.
Referências
1. Obras
Fundamentais da Codificação Espírita
- KARDEC,
Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Primeira, cap. II — Dos
elementos gerais do Universo, questões 22 a 28; especialmente questões
22, 23 e 25.
- KARDEC,
Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda, cap. I — Dos
Espíritos, questões 76 a 95; especialmente questões 76, 77, 78, 93 e
94.
- KARDEC,
Allan. O Livro dos Médiuns. Primeira Parte, cap. IV — Dos
sistemas.
- KARDEC,
Allan. A Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo.
Cap. VI — Uranografia geral; cap. X — Gênese orgânica; cap.
XIV — Os fluidos.
- KARDEC,
Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. XVII — Sede
perfeitos.
2. Obras
complementares de Allan Kardec
- KARDEC,
Allan. O que é o Espiritismo. Cap. II — Noções elementares de
Espiritismo, especialmente a exposição sobre a alma, o Espírito, o
perispírito e o corpo.
3. Obras
Complementares Históricas
- KARDEC,
Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos, maio de
1864. Texto sobre a distinção entre a alma, o Espírito e o homem, no qual
se encontra a formulação: “A alma é o ser simples, primitivo; o
Espírito é o ser duplo; o homem é o ser triplo.”
- KARDEC,
Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos, 1866.
Comentário sobre o Novo Dicionário Universal, com considerações
sobre a alma, o Espírito, o perispírito e o homem.
- KARDEC,
Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos (1858–1869).
Paris: Bureau de la Revue Spirite.
4.
Passagens bíblicas
- João,
18:36 — “O meu reino não é deste mundo.”
- 1
Coríntios, 15:44 — referência ao “corpo espiritual”.
- João,
14:2 — referência às “muitas moradas” na casa do Pai.
5. Fontes
Externas Utilizadas
- Dark
Energy Spectroscopic Instrument (DESI). Resultados e dados
cosmológicos do levantamento DESI, incluindo as atualizações de 2025 e
2026 sobre energia escura e estrutura em grande escala do Universo.
- Stanford
Encyclopedia of Philosophy. Philosophy of Cosmology.
Discussão sobre cosmologia, inflação eterna, multiverso e questões de
testabilidade.
- Stanford
Encyclopedia of Philosophy. Many-Worlds Interpretation of Quantum
Mechanics, edição de verão de 2026. Discussão sobre a interpretação de
muitos mundos e suas dificuldades de teste experimental.
- PARNIA,
S. et al. AWAreness during REsuscitation-II: A multi-center study of
consciousness and awareness in cardiac arrest. Resuscitation,
2023.
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