Introdução
Na segunda metade do século XIX, o mundo
ocidental atravessava profundas transformações intelectuais, científicas,
sociais e religiosas.
O desenvolvimento das ciências naturais, o
questionamento das antigas concepções religiosas, o interesse pelas culturas
orientais e o surgimento de diferentes movimentos voltados ao estudo dos
fenômenos espirituais criaram um ambiente particularmente fértil para novas
reflexões sobre a natureza humana e o destino do Espírito.
Nesse contexto, duas correntes que alcançaram
grande repercussão foram o Espiritismo, cuja Codificação começou a ser
publicada em 1857, e a Teosofia moderna, associada principalmente a
Helena Petrovna Blavatsky, cuja Sociedade Teosófica foi fundada em Nova York em
1875.
Embora tenham pontos de contato, especialmente
no reconhecimento de uma dimensão espiritual da existência, na ideia de
progresso e na valorização da fraternidade, suas origens, métodos, conceitos e
estruturas de pensamento apresentam diferenças significativas.
O objetivo deste estudo não é estabelecer uma
competição entre as duas correntes, tampouco julgar a Teosofia a partir de
princípios que lhe sejam estranhos. O propósito é compreender, com respeito e
espírito de investigação, onde elas se aproximam e onde se afastam,
tendo como referência principal a Doutrina Espírita em sua formulação original.
Essa comparação também permite compreender
melhor uma característica importante do Espiritismo: a preocupação em
distinguir fenômeno, interpretação, opinião e ensino geral dos Espíritos.
PARTE I — BLAVATSKY E A FORMAÇÃO DA TEOSOFIA MODERNA
1. Helena
Blavatsky e seu tempo
Helena Petrovna Blavatsky nasceu em 1831, no
então Império Russo, e faleceu em 1891. Tornou-se uma das figuras mais
conhecidas do movimento esotérico ocidental do século XIX.
Segundo a própria tradição teosófica, desde
jovem demonstrou interesse por questões relacionadas à natureza da existência,
aos fenômenos psíquicos, às religiões e às tradições filosóficas antigas. Mais
tarde, percorreu diferentes países e entrou em contato com tradições
espirituais orientais e ocidentais.
Em 1875, em Nova York, Blavatsky participou,
juntamente com Henry Steel Olcott, William Quan Judge e outros colaboradores,
da fundação da Sociedade Teosófica. Entre seus objetivos estavam a
formação de um núcleo de fraternidade universal, o estudo comparativo de
religião, filosofia e ciência e a investigação de leis da natureza ainda não
explicadas e das capacidades latentes do ser humano.
Sua produção literária tornou-se extensa.
Entre seus principais trabalhos estão Isis Unveiled, publicado em 1877,
e The Secret Doctrine, publicada em 1888.
A Sociedade Teosófica, portanto, surgiu
posteriormente ao aparecimento do Espiritismo, embora Blavatsky tenha sido
contemporânea de Allan Kardec durante parte de sua vida.
Essa diferença cronológica é importante.
O Espiritismo já possuía suas principais obras
publicadas quando a Sociedade Teosófica foi fundada.
2. O que a
Teosofia procurava investigar?
A Teosofia moderna apresentou-se como uma
busca por uma sabedoria antiga, relacionada às tradições filosóficas e
religiosas de diferentes povos.
A própria Sociedade Teosófica descreve seus
objetivos históricos como o estudo comparativo de religiões, filosofias e
ciências, juntamente com a investigação de leis da natureza e das capacidades
humanas.
Em The Secret Doctrine, Blavatsky
desenvolveu uma ampla concepção sobre a origem do Universo, a evolução da
humanidade e a existência de diferentes níveis de manifestação.
Sua proposta procurava reunir elementos
provenientes de tradições orientais e ocidentais, utilizando símbolos,
conceitos metafísicos e interpretações comparativas.
É importante, contudo, evitar uma
simplificação comum.
O título The Secret Doctrine pode
sugerir uma doutrina constituída por conhecimentos deliberadamente ocultos.
Entretanto, a própria literatura da Sociedade Teosófica explica que Blavatsky
não apresentava sua obra como uma revelação fechada e rejeitava uma
interpretação dogmática de seus escritos, recomendando que as ideias fossem
examinadas à luz da experiência e da razão.
Portanto, a diferença entre Teosofia e
Espiritismo não deve ser construída simplesmente sobre a oposição “segredo
versus divulgação”.
A questão é mais profunda.
Está relacionada à natureza das fontes, ao
método empregado, à organização dos conhecimentos e ao modo de estabelecer a
autoridade das informações.
3. Os
chamados Mestres ou Mahatmas
Um dos elementos característicos da literatura
teosófica é a referência aos chamados Mahatmas, também denominados
Mestres ou Adeptos.
Na tradição teosófica, esses seres são
apresentados como indivíduos altamente desenvolvidos, associados a uma
sabedoria espiritual superior e relacionados ao processo de orientação da
humanidade. A literatura da Sociedade Teosófica registra que Blavatsky divulgou
essa concepção no Ocidente e que posteriormente houve correspondência atribuída
a alguns desses Mestres.
Essa concepção merece ser distinguida da
maneira pela qual a Doutrina Espírita apresenta os Espíritos superiores.
No Espiritismo, os Espíritos não constituem
uma classe privilegiada por natureza.
A escala espírita apresentada em O Livro
dos Espíritos procura mostrar diferentes graus de desenvolvimento moral e
intelectual, sem transformar Espíritos superiores em autoridades absolutas ou
objetos de culto.
O progresso espiritual é apresentado como
resultado do desenvolvimento do ser, e não como privilégio concedido a
determinados indivíduos.
Por isso, embora possamos encontrar uma
aproximação na ideia geral de seres mais adiantados auxiliando os que ainda se
encontram em etapas inferiores de desenvolvimento, Mahatmas e Espíritos
superiores não devem ser considerados conceitos equivalentes.
São categorias pertencentes a sistemas de
pensamento diferentes.
4.
Reencarnação: uma convergência importante
Talvez uma das aproximações mais conhecidas
entre Teosofia e Espiritismo seja a aceitação de múltiplas existências.
Na Doutrina Espírita, a reencarnação ocupa
lugar fundamental.
Em O Livro dos Espíritos, a questão 166
apresenta a nova existência corporal como meio pelo qual a alma prossegue seu
processo de depuração. A questão 167 relaciona a reencarnação à expiação e à
melhoria progressiva da Humanidade, enquanto as questões seguintes apresentam
as sucessivas existências como etapas do progresso.
A Teosofia também apresenta a existência de
múltiplas encarnações como parte do processo evolutivo.
Entretanto, novamente, a semelhança não
significa identidade.
A palavra reencarnação pode aparecer em
sistemas diferentes sem representar exatamente a mesma concepção antropológica,
moral ou metafísica.
No Espiritismo, o indivíduo é um Espírito
imortal que passa por diferentes experiências corporais, conservando sua
individualidade e desenvolvendo-se progressivamente.
O conceito teosófico envolve uma estrutura
própria de princípios e veículos da consciência, relacionada à sua cosmologia e
à concepção de evolução espiritual da Teosofia.
Assim, é mais correto dizer que há
convergência na ideia geral de múltiplas existências destinadas ao
desenvolvimento espiritual, mas diferenças na maneira de explicar esse processo.
5. Karma e
lei de causa e efeito
Outra aproximação frequentemente estabelecida
é entre o conceito teosófico de karma e aquilo que, no movimento
espírita, costuma ser chamado de lei de causa e efeito.
Existe, de fato, uma semelhança temática.
A literatura teosófica apresenta karma como
uma lei universal relacionada às consequências das ações e vinculada à evolução
através de sucessivas existências.
A Doutrina Espírita também reconhece que os
atos do Espírito possuem consequências e que sua existência corporal participa
do processo de progresso.
Entretanto, seria inadequado simplesmente
substituir uma palavra pela outra.
Karma não é sinônimo automático de lei de
causa e efeito.
Na Doutrina Espírita, as consequências morais
das escolhas encontram-se relacionadas às leis naturais e ao progresso do
Espírito. Não se trata de uma simples mecânica de punição ou recompensa.
O Espírito participa ativamente de sua
evolução.
Por isso, expressões populares como “pagará
pelo que fez” podem reduzir uma concepção muito mais ampla a uma espécie de
mecanismo de retribuição.
A própria Doutrina Espírita apresenta o
progresso como contínuo e relaciona a reencarnação às oportunidades de
expiação, aprendizado e melhoria.
Portanto, existe uma aproximação entre as duas
concepções, mas não uma identidade.
PARTE II — APROXIMAÇÕES, DIFERENÇAS E O MÉTODO ESPÍRITA
6.
Fraternidade e transformação interior
Teosofia e Espiritismo também se aproximam ao
atribuírem importância à fraternidade e ao desenvolvimento moral.
Entre os objetivos históricos da Sociedade
Teosófica encontra-se a formação de um núcleo de fraternidade universal.
Na Doutrina Espírita, a fraternidade está
profundamente relacionada às leis morais e ao ensinamento de Jesus.
A vida social é apresentada como necessidade
natural do ser humano, e o progresso não é concebido como uma experiência
exclusivamente individual.
A diferença está menos no ideal geral e mais
na maneira de fundamentá-lo.
Na Doutrina Espírita, a moral encontra seu
eixo no princípio de amor ao próximo, na caridade e na compreensão das leis
divinas.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, a
máxima “Fora da caridade não há salvação” sintetiza a importância atribuída à
prática do bem.
Assim, tanto a Teosofia quanto o Espiritismo
valorizam a transformação do indivíduo, mas o Espiritismo estabelece essa
transformação principalmente no campo da educação moral do Espírito e da
prática da caridade.
7.
Fenômenos espirituais e investigação
Aqui encontramos uma das diferenças mais
importantes.
A Teosofia nasceu em uma época profundamente
marcada pelo interesse em fenômenos psíquicos, ocultismo, magnetismo e
espiritualismo.
Blavatsky também se envolveu diretamente com o
ambiente espiritualista de seu tempo, embora sua própria posição procurasse
distinguir a Teosofia da interpretação espiritualista então predominante. A
literatura teosófica registra, inclusive, a intenção declarada de investigar os
fenômenos e contestar determinadas explicações correntes sobre eles.
O Espiritismo, por sua vez, desenvolveu-se a
partir da observação dos fenômenos mediúnicos e da tentativa de estabelecer,
por comparação e análise, princípios gerais capazes de explicá-los.
Na Revista Espírita, entre 1858 e 1869,
foram publicados relatos, experiências, comunicações e estudos sobre fenômenos
de naturezas diversas.
Essa característica é importante porque a
Codificação não apresenta simplesmente uma coleção de conhecimentos recebidos.
Há uma preocupação metodológica.
A universalidade do ensino dos Espíritos, a
comparação entre comunicações, o exame racional e a rejeição daquilo que não
resiste ao crivo da razão ocupam lugar importante na construção doutrinária.
A própria Revista Espírita apresenta o Controle
Universal do Ensino dos Espíritos como questão fundamental para a
autoridade da Doutrina.
8. O
conhecimento não depende apenas da autoridade da fonte
Essa diferença metodológica merece atenção
especial.
No Espiritismo, a condição de Espírito
desencarnado não torna automaticamente verdadeira qualquer informação
transmitida por via mediúnica.
A identidade atribuída ao comunicante também
não basta para estabelecer a verdade de uma afirmação.
O conteúdo precisa ser examinado.
Essa característica está relacionada ao
próprio processo de formação da Doutrina Espírita.
A autoridade doutrinária não deveria depender
simplesmente de uma personalidade, de um médium, de um autor ou de uma
instituição.
O princípio do Controle Universal do Ensino
dos Espíritos procura justamente evitar que uma informação isolada seja elevada
à condição de verdade geral.
Isso não significa que a Doutrina Espírita
rejeite toda comunicação individual.
Significa que uma comunicação individual
possui uma natureza diferente de um princípio que tenha encontrado confirmação
ampla e concordante.
Essa distinção permanece particularmente
atual.
No ambiente contemporâneo, uma informação pode
circular milhares de vezes sem que isso lhe confira maior valor.
A quantidade de compartilhamentos não
substitui a qualidade da fonte.
Da mesma maneira, a antiguidade de uma
informação não a transforma automaticamente em verdade.
9. Ciência,
filosofia e moral
A Teosofia procurou realizar uma síntese entre
ciência, religião e filosofia, especialmente em The Secret Doctrine,
cujo subtítulo expressa justamente essa intenção. A obra desenvolve uma visão
abrangente sobre o Universo, a humanidade e a evolução.
O Espiritismo também estabelece relações entre
investigação dos fenômenos, filosofia e moral.
Entretanto, é importante evitar uma formulação
simplista segundo a qual a Doutrina Espírita seria “científica” no mesmo
sentido em que são as ciências contemporâneas.
O Espiritismo do século XIX utilizou
observação, comparação, análise dos fenômenos e raciocínio para investigar
manifestações espirituais.
Isso é diferente de afirmar que todas as suas
proposições constituam resultados científicos segundo os critérios atualmente
empregados pelas ciências naturais.
A prudência é necessária.
Da mesma maneira, não precisamos transformar a
Teosofia em ciência nem o Espiritismo em ciência experimental moderna para
reconhecer que ambos procuraram dialogar com os conhecimentos de seu tempo.
O importante é compreender como cada
corrente estabeleceu suas próprias relações entre experiência, razão, tradição
e conhecimento espiritual.
10. O lugar
da razão
Há outro ponto interessante.
A Teosofia não pode ser caracterizada
simplesmente como uma doutrina que rejeita a razão. A própria literatura
teosófica afirma que as ideias apresentadas em The Secret Doctrine devem
ser estudadas à luz da experiência e da razão.
No Espiritismo, entretanto, o exercício da
razão assume uma função estrutural na avaliação dos ensinos.
A fé é apresentada como raciocinada, e a
investigação não se encerra na aceitação da autoridade de uma pessoa ou de uma
fonte isolada.
Essa postura possui consequências importantes.
Não basta perguntar:
“Quem disse?”
É preciso perguntar:
“O que foi dito?”
“Em que contexto?”
“Com que fundamento?”
“Essa ideia encontra confirmação em outras
fontes?”
“É compatível com os princípios já
estabelecidos?”
“É uma conclusão necessária ou apenas uma
interpretação possível?”
Essas perguntas constituem uma atitude de
investigação que continua útil mesmo quando estudamos outras correntes
espiritualistas.
11. Duas
correntes diante de um mesmo anseio humano
Teosofia e Espiritismo nasceram em um período
no qual muitas pessoas procuravam respostas para questões que a religião
tradicional e o materialismo não pareciam satisfazer plenamente.
De onde viemos?
Para onde vamos?
Existe algo além da morte?
Por que sofremos?
Existe progresso espiritual?
Qual é a finalidade da existência?
Essas perguntas não pertencem exclusivamente a
uma corrente.
São perguntas humanas.
É natural, portanto, que diferentes sistemas
espirituais tenham desenvolvido respostas parcialmente semelhantes.
A existência de convergências não significa
necessariamente influência direta.
E a existência de divergências não transforma
uma corrente em inimiga da outra.
O estudo comparativo torna-se mais produtivo
quando procura compreender cada sistema segundo sua própria linguagem e seus
próprios fundamentos.
12. O que o
estudo comparativo pode ensinar ao espírita?
Estudar uma corrente diferente da nossa pode
exercer uma função educativa.
Primeiro, porque nos obriga a conhecer melhor
aquilo que acreditamos.
Quando encontramos outra tradição utilizando
palavras semelhantes, percebemos a necessidade de investigar seu significado.
Quando encontramos conceitos diferentes, somos
levados a compreender melhor nossas próprias referências.
Quando percebemos que determinada ideia não
pertence exclusivamente ao Espiritismo, aprendemos a evitar apropriações
indevidas.
E quando encontramos valores morais
semelhantes, percebemos que a busca pelo bem não é patrimônio exclusivo de uma
tradição.
A fraternidade, a compaixão, a busca da
verdade e o aperfeiçoamento moral aparecem, sob diferentes formas, em muitas
culturas.
Isso não diminui a identidade da Doutrina
Espírita.
Ao contrário.
Uma identidade intelectualmente segura não
precisa temer a comparação.
13.
Respeitar não significa confundir
O respeito às outras correntes espirituais não
exige que o espírita abandone suas convicções.
Podemos reconhecer o valor histórico da
Teosofia e, ao mesmo tempo, apontar diferenças fundamentais em relação ao
Espiritismo.
Podemos estudar Blavatsky sem transformar suas
obras em extensão da Codificação.
Podemos reconhecer a importância da
reencarnação na Teosofia sem concluir que sua concepção seja idêntica à
espírita.
Podemos estudar o conceito de karma sem
reduzi-lo automaticamente à lei de causa e efeito.
Podemos reconhecer os Mahatmas como elementos
importantes do pensamento teosófico sem identificá-los simplesmente com os
Espíritos superiores da Doutrina Espírita.
Esse cuidado é essencial.
Comparar não significa misturar.
Compreender não significa concordar.
Respeitar não significa aceitar.
E discordar não significa desrespeitar.
REFLEXÃO FINAL
Helena Blavatsky e a Sociedade Teosófica fazem
parte de um importante capítulo da história intelectual e espiritual do século
XIX.
A Teosofia moderna trouxe para o debate
ocidental conceitos provenientes de tradições orientais e antigas escolas
filosóficas, propôs o estudo comparativo das religiões e defendeu a
possibilidade de desenvolvimento espiritual do ser humano. A própria Sociedade
Teosófica registra como objetivos a fraternidade universal, o estudo
comparativo e a investigação das leis da natureza e das capacidades humanas.
O Espiritismo surgiu anteriormente,
apresentando uma proposta própria de investigação dos fenômenos espirituais e
de estudo das consequências filosóficas e morais desses fenômenos.
Existem pontos de contato.
Imortalidade.
Múltiplas existências.
Progresso espiritual.
Fraternidade.
Responsabilidade moral.
Existência de seres espirituais mais
adiantados.
Mas as semelhanças não eliminam as diferenças.
A concepção espírita de Espírito,
reencarnação, leis morais, mediunidade e progresso possui estrutura própria.
Da mesma maneira, os conceitos teosóficos de
karma, Mahatmas, evolução cósmica e diferentes níveis de manifestação pertencem
à construção teosófica e não devem ser simplesmente incorporados ao vocabulário
espírita como se fossem equivalentes.
Talvez o maior benefício deste estudo esteja
justamente nessa constatação.
Conhecer não significa misturar.
Comparar não significa igualar.
Respeitar não significa concordar.
E, principalmente, estudar outra tradição
não diminui a fidelidade àquela que escolhemos estudar.
Ao contrário, quanto mais conhecemos outras
formas de pensar, maior pode ser nossa capacidade de compreender aquilo que
realmente caracteriza a Doutrina Espírita.
Nesse sentido, o estudo comparativo também
pode ser exercício de liberdade de consciência.
Podemos aproximar-nos de uma ideia sem
adotá-la.
Podemos reconhecer uma contribuição histórica
sem transformá-la em princípio.
Podemos encontrar uma semelhança sem apagar
uma diferença.
E podemos continuar buscando a verdade sem
transformar nossa própria compreensão em medida absoluta para os demais.
Talvez seja essa uma das melhores
contribuições que o estudo comparativo pode oferecer: não apenas conhecer o
pensamento do outro, mas aprender a conhecer melhor o nosso próprio pensamento.
REFERÊNCIAS
1. Obras
Fundamentais da Codificação Espírita
- KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda — Do mundo espírita ou
mundo dos Espíritos, Capítulo IV — Da pluralidade das existências, questões
166–170; Parte Terceira — Das leis morais, Capítulo VII — Lei de sociedade e
Capítulo VIII — Lei do progresso.
- KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Segunda Parte — Das manifestações
espíritas, especialmente os capítulos relativos à natureza e ao exame das
comunicações.
- KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Capítulo XV — Fora da
caridade não há salvação.
2. Obras
complementares de Allan Kardec
- KARDEC, Allan. O que é o Espiritismo. Paris, 1859.
3. Obras
Complementares Históricas
- KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Paris,
1858–1869. Especialmente os estudos relacionados à autoridade da Doutrina
Espírita, ao Controle Universal do Ensino dos Espíritos, aos fenômenos
mediúnicos e ao exame racional das comunicações.
4. Obras
Subsidiárias
- BLAVATSKY, Helena Petrovna. Isis Unveiled. New York, 1877.
- BLAVATSKY, Helena Petrovna. The Secret Doctrine: The Synthesis of Science, Religion and
Philosophy. London, 1888.
5.
Passagens bíblicas
- Mateus 22:37–40. O amor a Deus e ao próximo.
- Mateus 7:12. A regra de
ouro.
- João 13:34–35. O novo mandamento.
6. Fontes
Externas Utilizadas
- THE THEOSOPHICAL SOCIETY IN AMERICA. The History of the Theosophical Society. Informações históricas
sobre a fundação da Sociedade Teosófica e seus objetivos.
- THE THEOSOPHICAL SOCIETY IN AMERICA. H. P. Blavatsky and Her Writings. Informações biográficas e
bibliográficas sobre Helena Blavatsky e suas principais obras.
- THE THEOSOPHICAL SOCIETY IN AMERICA. The Secret Doctrine and its Study. Informações sobre a obra The
Secret Doctrine, sua proposta e seus princípios fundamentais.
- THE THEOSOPHICAL SOCIETY IN AMERICA. Mahatmas versus Ascended Masters. Informações históricas sobre a
concepção teosófica dos Mahatmas ou Mestres.
- THE THEOSOPHICAL SOCIETY IN AMERICA. Entangled Karma. Estudo sobre a concepção teosófica de karma e
sua relação com renascimento e evolução.
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